ERA UMA VEZ...

domingo, abril 22, 2007

23 de Abril Dia Mundial do Livro

Desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge celebra-se o Dia Mundial do Livro. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas dama uma rosa vermelha de S. Jorge (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril. Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.

Como no dia 2 de Abril (DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL) estavamos em interrupção escolar esta semana iremos comemorar estes dois dias.

Para as crianças do 2º, 3º e 4ºano fiz um panfleto com algumas normas de utilização da Biblioteca e esclarecimento sobre a cota dos livros (CDU), para o J.I. e 1º ano um panfleto sobre os livros.

Para os professores será entregue a Mensagem Comemorativa do Dia Internacional do dia do Livro Infantil.
Todos os anos, para comemorar este dia solicitamos aos pais um trabalho. O 1º ano foi para casa um desenho de um livro aberto e o tema era: "se eu fosse um livro...". Vieram trabalhos espectaculares. No ano passado, enviamos um pergaminho onde os pais escreveram um alenda da sua terra. Também foi muito bom. Os pais foram bastante criativos.
Este ano foi-lhes pedido uma carta aos personagens favoritos dos livros da sua vida.
Será enviado amanhã para casa.

Para terminar em beleza, no último dia de Abril vamos sortear um "CABAZ DE LIVROS" repleto de livros e brinquedos pedagógicos .

Não se esqueça, amanhã OFEREÇA UMA ROSA VERMELHA À SUA DAMA, mas porque não juntar-lhe UM LIVRO???

BOAS LEITURAS!



MENSAGEM DE 2 DE ABRIL DE 2007
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

“Nunca me hei-de esquecer de como aprendi a ler. Quando era menina, as palavras escapuliam-se diante dos meus olhos como pequenos escaravelhos negros cheios de pressa. Mas eu era mais inteligente do que elas. Aprendi a reconhecê-las apesar DE TENTAREM ESCAPAR-ME VELOZMENTE. ATÉ QUE, POR FIM, CONSEGUI ABRIR OS LIVROS E ENTENDER O QUE LÁ ESTAVA ESCRITO. SOZINHA, TORNEI-ME CAPAZ DE LER CONTOS, HISTÓRIAS ENGRAÇADAS E POEMAS. No entanto tive surpresas. A leitura deu-me poder sobre os contos e de alguma forma também deu aos contos um certo poder sobre mim. Nunca lhes pude escapar. Isso faz parte do mistério da leitura.
Uma pessoa abre um livro, acolhe e compreende as palavras e, se a história for boa, ela explode dentro de nós. Aqueles escaravelhos que correm em linha recta de um lado para o outro da página em branco convertem-se primeiro em palavras e, logo a seguir, em imagens e acontecimentos mágicos. Ainda que certas histórias pareçam nada ter que ver com a vida real, ainda que nos conduzam a surpresas de toda a espécie e se distendam em múltiplas possibilidades, para um lado e para o outro, como pastilhas elásticas, no final as histórias que são boas devolvem-nos a nós mesmos. São feitas de palavras, e como todos os seres humanos sonham ter aventuras com as palavras.
Quase todos começamos como ouvintes. Ainda bébés, as nossas mães e os nossos pais brincam connosco, dizem-nos rimas, tocam-nos as mãos. (“Pico pico maçarico quem te deu tamanho bico...”) ou põem-nos a bater palmas (“Palminhas, palminhas...”). Os jogos com palavras são ditos em voz alta e, quando somos crianças, escutamo-los e rimos com eles. Logo a seguir aprendemos a ler os caracteres impressos na página branca e, mesmo quando lemos em silêncio, há uma certa voz que está presente. A quem pertence esta voz? Pode ser a tua própria voz, a voz do leitor. Mas é mais do que isso. É a voz da história que vem do interior do próprio leitor.
É claro que há hoje muitas maneiras de contar uma história. Os filmes e a televisão têm histórias para contar, embora não usem a linguagem da maneira como o fazem os livros. Os escritores que trabalham em guiões de televisão ou de cinema são obrigados a utilizar poucas palavras. “Deixem as imagens contar a história”, dizem os especialistas. Muitas vezes vemos televisão na companhia de outras pessoas, mas quando lemos quase sempre estamos sós.
Vivemos numa época em que o mundo está cheio de livros. Mergulhar nos livros à procura de alguma coisa, lendo-os e relendo-os, faz parte da viagem de cada leitor. A aventura do leitor consiste em descobrir, nessa selva de caracteres impressos, uma história tão vibrante que o transforme como que por magia. Uma história tão apaixonante e misteriosa que mude a sua vida. Creio que cada leitor vive para esse momento em que de súbito o mundo de todos os dias se altera um pouco, abre espaço a uma nova piada, a uma ideia nova, àquela nova possibilidade que é dada a uma determinada verdade de se exprimir pelo poder das palavras. “Sim, isto é mesmo verdade! ”, exclama aquela voz dentro de nós. “Estou a reconhecer-te!” A leitura é verdadeiramente apaixonante, não acham?”
MARGARET MAHY


MARGARET MAHY nasceu em Wakatane, Nova Zelândia, em 1936. Bibliotecária, decidiu dedicar-se a tempo inteiro à escrita em 1980. escreveu obras dirigidas a diferentes idades, cultivando géneros que vão do álbum para crianças pequenas ao romance juvenil, passando pela poesia e pelo texto dramático. É uma das mais premiadas escritoras da Nova Zelândia, tendo sido distinguida, em 2006, com o Prémio Hans Christian Andersen do International Board on Books for Young People (IBBY), o ,mais importante galardão mundial atribuído a um autor de literatura para crianças e jovens. Marcada pela riqueza poética da linguagem, a escrita de Magy tem logrado exprimir-se, por vezes de modo metafórico mas sempre com extraordinária autenticidade, a experiência da infância e da adolescência. Encontra-se traduzida em numerosos idiomas, incluindo o português (O Rapaz dos Hipopótamos, Livros Horizonte). Outros títulos que publicou: Catálogo do Universo, Lembrança, Um Leão no Prado, O Homem cuja Mãe era Pirata.

A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY(Internacional Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil) – Secção Portuguesa do IBBY.

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